Versos XLIV
Dúvidas e Certeza
Eu escancaro
Abraço o inferno,
me envolvo em minhas próprias tripas
Sou eu, nua e crua, em carne viva
- mais carne do que viva
Se me pertenço?Sou serpente de mim mesma
Minha própria caça, minha própria vítima
Fugitiva eterna de um interno caçador
Se me mereço?
Meritocracia de si é um péssimo conceito
Quem poderia fazer jus a si mesmo?
A resposta e única certeza
é que sempre me perco
- e sempre me encontro -
Seja largada ou abraçada
Às vezes em trono de veludo,
às vezes em renda negra,
às vezes em pele e osso
Em um canteiro de obras,
um canteiro de cravos,
um canto a esmo
Assim sigo e me sigo
Para algum dia me encontrar
Lapidada
Coroada de flores
Ao celebrar minha existência
Eu escancaro
Abraço o inferno,
me envolvo em minhas próprias tripas
Sou eu, nua e crua, em carne viva
- mais carne do que viva
Se me pertenço?Sou serpente de mim mesma
Minha própria caça, minha própria vítima
Fugitiva eterna de um interno caçador
Se me mereço?
Meritocracia de si é um péssimo conceito
Quem poderia fazer jus a si mesmo?
A resposta e única certeza
é que sempre me perco
- e sempre me encontro -
Seja largada ou abraçada
Às vezes em trono de veludo,
às vezes em renda negra,
às vezes em pele e osso
Em um canteiro de obras,
um canteiro de cravos,
um canto a esmo
Assim sigo e me sigo
Para algum dia me encontrar
Lapidada
Coroada de flores
Ao celebrar minha existência
Ariadne Senna
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