Versos XLI


Egocentrismo

Eu rio do mundo
Faço escárnio mas faço que me importo
Tenho olhos egocêntricos
que fingem não olhar pra mim

Mas no fim tudo está voltado
Para as minhas próprias vontades
Para minha eterna vaidade
que insiste em se manter

Deste modo me torno vítima e vilã
Culpada e culpabilizada
Me formo protagonista e figurante

Não importa em qual papel eu me coloco
De poeta ou atriz, de donzela ou meretriz
Tudo não passa de puro narcismo


Ariadne Senna

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