Postagens

Mostrando postagens de abril, 2009

Ah! V

Ah! Cadê a minha linguagem, minha árvore? Meus frutos e bagaços?

Versos XXX

Inveja dos poetas seus                            (Com carinho, para os meus amigos poetas) Penso que seus escritos me fazem me perder Completamente! Talvez por me achar tão pequena, tão vazia diante dos escritos seus Espanto em de repente perceber que estão,sem querer, tão misturados aos escritos meus Sem saber o que dizer, muito menos se tem o que se explicar Esta é a desvantagem de se ter amigos poetas... Fora essa? Não, mais nenhuma. Ariadne Senna

Rimas

  Às vezes não entendo a repentina poesia que me acometeu

Divisão indevida?

Divisão indevida? Por Ariadne Senna   É estranho achar que preciso de duas de mim. Estranho achar que não caibo em mim, que preciso de mais! Que preciso declarar meus eus e deseus e que todos eles não conseguem caber aqui em um só lugar, sem dúvida!   Então, eis que me divido! Me desloco para espaços separados achando que preciso separar aquilo que existe em mim, claro! Não cabe aqui!!   Mas então eis que o mais estranho ainda está por acontecer... Porque ao alcançar minha ansiosa divisão, ao separar meus espaços para enfim me expresssar... Sinto que tudo estava tão bem aqui, neste mesmo lugar.   Ah! Estranho. Porque por tanto tempo deixei de expressar por achar que não cabia, que não devia me misturar! E enfim quando me divido, quando invento meu novo lar... Sinto que nenhum dos dois é completo.   Mas eu quero! Quero muito! Mas parece que simplesmente querer não satisfaz o sentido perdido...   Ah! Estranho... Se me divido, me acho incompleta;...

Armadura

Há dias em que vestimos armaduras E nesses dias observamos todas as armaduras que os outros vestem contra a gente Sim meu caro, hoje quero ficar atrás de meu escudo...

Versos XXIX

O Cadáver No caminho havia um corpo Um cadáver Inerte Indefeso E no caminho haviam passos Uns pés Objetivos Obstinados Desviavam do corpo Como se nada alí houvesse Como se nada alí significasse Como se nada. Desviavam do cadáver Ou nem desviavam Ou nem observavam Ou nem enxergavam Desviavam da morte Sem maior respeito pela vida Pobre borboleta... Ariadne Senna

Versos XXVIII

Meio a meio Estou cansada de ser pela met ade De sentir pela met ade De fazer pela met ade De pensar nas met ades De ponderar sobre met ades De ficar na met ade Vontade de ser inteira ! De sentir por inteiro ! De fazer inteiro ! De me fazer inteira ! Completa-me! Ariadne Senna

Nada nem coisa nenhuma

Acho que chegaram tempos de ausência...