Lacrimosa
Lacrimosa
Por Ariadne Senna
Às vezes eu sinto uma sensação de vazio, de tristeza. Uma tristeza que vem tão de dentro que parece que eu perdi alguma coisa dentro de mim.
Eu ainda não consegui entender do que se trata tudo isso, ainda não consegui compreender de onde vem – ou de onde não vem. Não sei se é falta ou se é excesso que já se esgotou o sentido.
Não sei se é meu, se é dos outros ou se é somente uma combinação de planetas e corpos astrais. Não sei se é desejo por mudança, se é ressentimento pelo mudado ou se é desgosto pelo permanecer. Não sei se é saudade ou se é angústia por não deixar ir. Não sei.
Neste não saber, restam-me as lágrimas que de repente vem, sem serem chamadas, irrigar o meu rosto. Neste não saber, resta-me a revolta da impotência, a indignação pelo não fazer, a depressão por não entender o ficar no estado em que estou.
Resta o vazio. Resta a tristeza.
Neste não saber, restam-me as lágrimas que de repente vem, sem serem chamadas, irrigar o meu rosto. Neste não saber, resta-me a revolta da impotência, a indignação pelo não fazer, a depressão por não entender o ficar no estado em que estou.
Resta o vazio. Resta a tristeza.
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