Janela

Janela
Por Ariadne Senna

  Singelo dia de observadora do mundo. Mundo mudo, a não ser somente pela canção que toca docemente meus ouvidos.
  Dia de sol tímido, dia de calçadas molhadas, dia de vento carregado de segredos, dia de plantas sinceras. Dia de risos, sorrisos, desejos, sentimentos a esconder, beijos a confessar.

  Singelo dia de observadora do mundo, como se o mundo não me notasse, como se eu não notasse o mundo; como se eu pertencesse o mundo, como se me integrasse ao mundo, como se o mundo se integrasse a mim. Não há medos, não há receios, singelamente há, singelamente é.

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