Eu comigo mesma
Eu comigo mesma
Por Ariadne Senna
Por que eu estou escrevendo? Porque assim como tantas outras garotas eu me expresso melhor na escrita. Não é uma característica única, nem especial, mas é a minha maneira de ser. Portanto, sendo igual ou diferente, normal ou incomum, seja o que for, eu sou assim. E somente pelo fato de eu ser assim em mim, da minha maneira, talvez se torne uma característica única... Minhas palavaras, minha letra, meu modo de expor e apresentar, meus erros de caligrafia ou gramaticais, o conjunto é que me descreve, que me representa e me torna o que sou. E, seja como for, normal ou incomum, igual ou diferente, tenho certeza que, de alguma forma, eu me torno especial.
Não quero provar nem mostrar nada a ninguém, ou melhor, talvez queira. Talvez queira me provar e me mostrar para mim mesma. Mas provar o que? Por que eu preciso provar algo para mim? Porque eu preciso me achar alguma coisa? Por que eu tenho necessidade de acordar de manhã, me olhar no espelho e concordar com o que vejo? E se eu preciso tanto da minha auto-aceitação, por quê, às vezes, nos dias em que acordo me sentindo bem com a pessoa refletida, basta apenas uma pequena palavra - ou a falta dela - para que toda essa imagem definida desmorone?
Mas como então ser bem definida se eu mesma me defino em meio a paradoxos? Como concordar com as minhas discordâncias?
Não quero provar nem mostrar nada a ninguém, ou melhor, talvez queira. Talvez queira me provar e me mostrar para mim mesma. Mas provar o que? Por que eu preciso provar algo para mim? Porque eu preciso me achar alguma coisa? Por que eu tenho necessidade de acordar de manhã, me olhar no espelho e concordar com o que vejo? E se eu preciso tanto da minha auto-aceitação, por quê, às vezes, nos dias em que acordo me sentindo bem com a pessoa refletida, basta apenas uma pequena palavra - ou a falta dela - para que toda essa imagem definida desmorone?
Mas como então ser bem definida se eu mesma me defino em meio a paradoxos? Como concordar com as minhas discordâncias?
Me explico como sendo uma antítese ambulante. Teses, filosofias, conclusões que no fim... Não levam a lugar nenhum. Porque são compostas por antíteses! "Sins" e "nãos" em uma mesma frase, palavras contrárias que se encontram tentando buscar algum sentido de ser... Ou não ser.
Minha explicação final: insanidade! Mas quem não é louco, não é verdade? A loucura não é uma característica única e nem especial. Mas a minha insanidade, repleta das minhas inseguranças, neuroses, psicoses, medos e histerias, só é vivida por mim e da minha maneira, com reações que também só dizem respeito ao como sou e o quanto insana estou. E assim, tendo mesu motivos e maneiras de lidar com a minha loucura, torna tal característica única. E então acabo por talvez, de alguma forma, me tornar especial... Louca, mas especial.
E por que estou escrevendo? Porque assim eu me expresso melhor... Sim, melhor! Claro que com as minhas peculiaridades, minhas antíteses e loucuras, mas me expresso melhor. Porque me expresso da minha maneira por inteira! E para sempre... Pois essas palavras existirão e ficarão gravadas para serem lidas e relidas, discutidas e contestadas, desaprovadas e ignoradas, mas um dia, enfim, compreendidas.
Minha explicação final: insanidade! Mas quem não é louco, não é verdade? A loucura não é uma característica única e nem especial. Mas a minha insanidade, repleta das minhas inseguranças, neuroses, psicoses, medos e histerias, só é vivida por mim e da minha maneira, com reações que também só dizem respeito ao como sou e o quanto insana estou. E assim, tendo mesu motivos e maneiras de lidar com a minha loucura, torna tal característica única. E então acabo por talvez, de alguma forma, me tornar especial... Louca, mas especial.
E por que estou escrevendo? Porque assim eu me expresso melhor... Sim, melhor! Claro que com as minhas peculiaridades, minhas antíteses e loucuras, mas me expresso melhor. Porque me expresso da minha maneira por inteira! E para sempre... Pois essas palavras existirão e ficarão gravadas para serem lidas e relidas, discutidas e contestadas, desaprovadas e ignoradas, mas um dia, enfim, compreendidas.
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